Muitas pessoas ainda têm certas restrições e inseguranças de efetuar compras por meio de leilão. ‘É confiável?’, ‘Qual a procedência do bem?’, muitos se perguntam.

A verdade é que com a disseminação dos leilões online, essa prática se tornou acessível a um número muito maior de pessoas, o que acabou desmistificando alguns dos principais medos que rondavam o setor.

Hoje existem muitas empresas grandes de leilões, que atuam nos mais diversos mercados. Os bens leiloados, no entanto, têm como origem dois meios: judicial e extrajudicial. Mauro Zukerman, autoridade do setor, te conta a diferença entre os dois tipos.

Leilões Judiciais

Todo bem de um leilão judicial está sendo vendido para quitar dívidas do proprietário cobradas em juízo. Ou seja, são bens advindos de um processo judicial.

Antes de comprar um imóvel, é possível saber a fonte dele, se é judicial, se vem de uma instituição financeira, empresa particular ou tribunal de justiça, por exemplo. Essas informações são encontradas no edital do leilão ou no site da empresa responsável por ele.

Leilões Extrajudiciais

Nesse caso, os imóveis ofertados no leilão podem ter diversas origens. Podem vir de fontes particulares (empresas, pessoas físicas ou instituições financeiras), alienação fiduciária (quando o bem é dado como garantia de um pagamento), entre outros.

Uma construtora, por exemplo, pode utilizar o leilão extrajudicial para revender bens de clientes inadimplentes, após o devido processo de cobrança, onde não há negociação. Se o contrato e valores devidos não foram honrados, o bem é enviado para execução extrajudicial.

“É importante saber que, tanto leilões judiciais quanto extrajudiciais são seguros e amparados por lei. Há diversas vantagens em se adquirir um imóvel dessa forma, como, por exemplo, a econômica, já que imóveis em leilão são ofertados por valores menores do que os de mercado”, conta Mauro Zukerman.

E se você quer saber mais sobre o assunto, leia o post de Mauro sobre Mitos e Verdades dos Leilões.